Carnaval com as Crianças – R7

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18/set/2021

Uma alimentação adequada e hidratação é importante não apenas para os adultos, mas também para a molecadinha.

— A criança não deve ficar mais de duas horas exposta a sons altos para não prejudicar sua audição. Além disso, caso apresente algum quadro de gripe, otite ou infecções isso pode ser agravado. Bastante líquido deve ser ingerido, evitando possível desidratação. Evitar alimentos industrializados e, durante a festa, tomar cuidado com alimentos que contenham maionese ou ovos.

Confira a matéria na íntegra


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18/set/2021

A infância é a fase mais importante da vida quando o assunto é desenvolvimento. Nela, os bebês desenvolvem a personalidade, as mudanças físicas são acentuadas, e o corpo começa a desenvolver os anticorpos que serão responsáveis pela estabilidade do individuo por muitos anos. É por isso que os calendários de vacinação contam com diversas vacinas que devem ser aplicadas nessa fase.
O que são vacinas?
Vacinas são substâncias produzidas a partir de partes inativas de vírus ou bactérias que causam as infecções das quais queremos proteger a criança. Estas substâncias podem ser administradas por via oral ou injeções e protegem bebês e crianças de infecções que podem prejudicar seu crescimento e deixar sequelas para toda a vida.
Quais doenças podem ser evitadas com vacinação? 
As crianças são alvo de várias infecções. Algumas são leves e inevitáveis, como os resfriados e diarréias. Outras têm complicações sérias, como é o caso da difteria, coqueluche, tétano, poliomielite, sarampo, caxumba e rubéola. Mas elas podem ser evitadas com a vacinação.
Quais as vacinas que meu filho deve tomar?
O calendário vacinal da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunologia) divide a vacinação nas seguintes faixas etárias: Prematuros, Crianças – 0 a 10 anos, Adolescentes – 11 a 19 anos, Mulheres – 20 a 59 anos, Homens – 20 a 59 anos e Idosos – mais de 60 anos. Para conferir o calendário de vacinação, acesse: http://www.sbim.org.br/vacinacao/.
Quais os principais tipos de vacina disponíveis no mercado?
Hoje, contamos com diversas vacinas que imunizam contra várias doenças, conheça alguma delas:
Meningite B
BCG Intradérmica
CÓLERA / E. coli
DUPLA DT (Difteria e Tétano)
FEBRE AMARELA
FEBRE TIFÓIDE
GRIPE (Conjugada)
HAEMOPHILUS Influenza tipo B (Hib)
HEPATITE A
HEPATITE B
HEPATITE A e B (combinada) infantil e adulto
HPV (Papilomavírus humano)
HEXA (DPT Acel(Dift+Tét.+Coq)+Salk+Hib+Hep B)
PNEUMO 23
PENTA (DPT Acel (Dift+Tét+Coq) + Salk + Hib)
ROTAVÍRUS
SABIN (Poliomielite Oral)
SALK (Poliomielite Inativada- IPV)
TÉTANO
TETRAVIRAL (Sar + Cax + Rub + Varicela)
CATAPORA
Entre outras.
A vacina pode fazer mal? 
Como qualquer medicação, as vacinas apresentam seus riscos, ainda que muito pequenos. Algumas podem desencadear reações leves como inflamação e dor local, febre e mal estar. Raramente, desencadeiam reações sérias. Vacinas como gripe, varicela, sarampo, caxumba e febre amarela contêm quantidades mínimas de proteína do ovo e pode desencadear reações adversas a pacientes com alergia a esse componente. Os benefícios da vacinação são incalculáveis para a saúde da criança. Portanto, consulte sempre o pediatra e fique atento para garantir que seu filho seja imunizado das doenças que as vacinas podem evitar. Os riscos da vacina são muito menores do que aqueles que a criança corre se não for vacinada e adoecer.
Qual a diferença entre as vacinas oferecidas em clínicas particulares e as oferecidas em postos de saúde?
As vacinas oferecidas em clínicas particulares, em geral, são mais modernas. Versões importadas e atuais podem garantir mais segurança e menor chance de efeitos colaterais, além de oferecerem as vacinas conjugadas, onde o número de picadas é menor. As vacinas dos postos de saúde também são eficientes.
O verão chegou, devo me preocupar com a vacinação nessa época do ano?
Sim. Vale conferir se a carteira de vacinação está em dia. Doenças como coqueluche, febre amarela, sarampo e hepatite A são comuns nesta época do ano e a vacina é a melhor maneira de evitar que elas atrapalhem o descanso.
Caso você vá viajar, algumas regiões exigem vacinas específicas. Você pode saber mais pelo serviço para viajantes, no site da Anvisa (www.anvisa.gov.br/viajante).
 
Devo dar ao meu filho todas as novas vacinas que surgem?
As vacinas reduzem o risco de doenças e, com isso, permitem o desenvolvimento pleno das crianças. A maioria das vacinas oferece mais de 80% de proteção, o que justifica a vacinação e a responsabilidade de ajudar o bebê a se defender de doenças que podem até ser fatais, principalmente no primeiro ano de vida. Este ano o Calendário Básico de Saúde acrescentou as vacinas contra meningite e pneumonias. Há vacinas que não estão disponíveis na rede pública de saúde, como a vacina Antipneumocóccica 13, Antimeningocóccica, Rotavírus penta, Varicela, Hepatite A, HPV e gripe para algumas idades. Os pais devem pedir orientação ao pediatra sobre as indicações das vacinas. Por causa de problemas de saúde, algumas crianças correm mais riscos se contraírem essas doenças.
 
Qual a importância da vacina contra a meningite B?
Por ser um subtipo novo e que se espalhou rápido, a vacina contra meningite B, lançada em 2015, deve ser aplicada assim que possível para evitar o contágio e ainda prevenir o surto da doença, que pode levar a morte. A partir de 2 meses de idade já é possível realizar a aplicação, que exige reforço após 2 meses.
Dra. Lilian Gonçalves Zaboto
Pediatra
CRM 90973

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18/set/2021

Sim. As vacinas reduzem o risco de doenças e, com isso, permitem o desenvolvimento pleno das crianças. A maioria das vacinas oferece mais de 80% de proteção, o que justifica a vacinação e a responsabilidade de ajudar o bebê a se defender de doenças que podem até ser fatais, principalmente no primeiro ano de vida. Este ano o Calendário Básico de Saúde acrescentou as vacinas contra HPV para meninas. Há vacinas que não estão disponíveis na rede pública de saúde, como a vacina Antipneumocóccica 13 valente, Antimeningocóccicas ACWY e B, Conjugada Hexavalente, Rotavírus pentavalente, HPV para meninos e gripe para algumas idades. Os pais devem pedir orientação ao pediatra sobre as indicações das vacinas. Por causa de problemas de saúde, algumas crianças correm mais riscos se contraírem essas doenças.

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18/set/2021

Assim que um bebê nasce a mamãe não quer mais se separar dele, nem mesmo para colocá-lo em um quarto diferente do dela para dormir, mas, isso não é de se espantar, afinal de contas foram 9 meses de gestação, andando pra cima e pra baixo juntinho com ele, criando um vínculo imenso.

Mais tarde o inevitável acontece, a saída da criança do berço para sua própria cama. Essa transição é um momento importante na vida dos pais e da própria criança, pois, marca o início de uma nova fase do crescimento. Por isso, é importante que a transição seja feita cuidadosamente, evitando frustrações e stress para todos.

Mas quando saber qual o momento certo? Não existem regras para a essa mudança, mas, a maioria acontece entre 1 ano e meio a 3 anos. Quando a criança fica em pé no berço e tenta escalar a grade para sair esta é a hora de preparar a transição para a cama, até mesmo por questão de segurança, mesmo que ela ainda não consiga pular do berço.

Próximo aos dois anos de idade é comum que os bebês já mostrem interesse em ficar deitados na sua cama, brincando ou até mesmo para assistir televisão, o que pode ser uma boa oportunidade para conversar sobre o assunto com ele. Assim como outras mudanças na vida da criança, essa deve ser conversada e explicada e não simplesmente mudar sem falar nada. A criança deve ser ouvida, mas, a decisão final, como sempre, deve ser dos pais.

É muito importante não começar a fazer essa transição por causa de um novo irmãozinho. Para a criança, o berço não é apenas mais um móvel da casa e sim seu “ninho” que representa conforto e segurança, então, sua nova cama deverá ser vista da mesma forma. Se possível, coloque uma almofada, travesseiro ou manta que veio do berço, para ela ficar mais familiar e a criança não estranhar tanto. Quanto mais a criança participar da organização do novo cantinho, mais feliz e segura ela vai se sentir com a mudança.

Faça desta transição uma grande festa para ser comemorada. Você pode levar o pequeno para escolher lençóis novos, ou incentivá-lo a contar para todo mundo que tem uma cama nova, de “menino ou menina grande!”. Uma ótima idéia é planejar um dia especial, com um passeio ou até mesmo uma festinha junto com os primos e avós. Se o berço tiver que sair do quarto, planeje um passeio diferente enquanto outra pessoa faz a mudança.Caso você já tenha uma cama de solteiro em casa que queira aproveitá-la e for muito alta, você pode colocar grades (existem grades facilmente acopláveis, presas sob o colchão) e deixar almofadas ou um edredom no chão, ou então colocar o colchão no chão mesmo, por algum tempo. Talvez os pais fiquem muito nervosos e ansiosos com essa mudança, porém, pode ser mais fácil do que pareça. Algumas vezes a adaptação é tão tranquila  que se a mamãe não avisar a criança que ela pode sair da cama sozinha é provável que ela ainda chame você quando acordar, em vez de simplesmente levantar. A cama representa liberdade e só com o passar do tempo que a criança começa perceber isso.

Como ainda a criança não se acostumou com o novo espaço ela pode cair da cama algumas vezes e até mesmo fugir e quando isso acontecer, os pais terá que ter bastante paciência para levá-la de volta várias e várias vezes, até seu filho perceber que não adianta se levantar na hora de dormir, porque hora de dormir é hora de dormir e neste momento não há negociação.

É importante lembrar que cada criança tem seu tempo, cada família tem seu ritmo, então, o que acontece em uma família não é regra para todos, mas, no final os objetivos são alcançados.


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18/set/2021

Com certeza é o ambiente em que a criança vive, o que a torna mais desenvolvida e feliz. Particularmente um ambiente onde exista a aceitação, a compreensão e a rotina.

E o amor?

O amor em si não é suficiente, principalmente se for superprotetor. O bebê precisa se desenvolver em um ambiente que tenha uma rotina em que sejam incluídas a firmeza, a delicadeza e a satisfação das suas necessidades.

A rotina é um fator organizador do psiquismo infantil. Manter uma rotina saudável, com horários estabelecidos para os cuidados com o seu bebê, fará com ele internalize um clima afetivo de ternura, paz, segurança satisfação e alegria. Embora nem sempre seja possível manter uma rotina e embora ter flexibilidade também seja importante, é necessário que um mínimo de esforço seja feito para que se cumprir uma rotina saudável para você e o seu bebê. Portanto, não se comprometa com horários ou atividades que você sabe que não poderá cumprir.

Em um primeiro momento, você tem de se adaptar aos horários e necessidades do bebê (livre demanda), mas depois que a sua criança estiver adaptada ao ambiente, você vai estabelecendo os horários, até mesmo para que possa organizar a sua própria vida. O mal de muitos pais é preocupar-se mais em educar, estabelecer horários e regras, do que em compreender o que o seu bebê possa estar sentindo. Cuidado!…

A hora da mamada é sagrada e deve ter um ritual. Fique sozinha com o bebê e procure se acalmar antes de amamentá-lo. Crie uma rotina para que você esteja calma: Pare com as suas preocupações, tome um copo d água, relaxe um pouco. Tire o seu bebê do berço e converse com ele: “Mamãe chegou! Você deve estar com fominha! Vamos mamar o leitinho gostoso da mamãe! Assim você o estará acalmando e lhe dará um “seio bom”.

A hora do banho costuma assustar o bebê. Experimente enrolá-lo em uma fralda ou toalha antes de colocá-lo na água. Assim que ele estiver molhado e calmo retire a coberta. Isso o fará sentir-se mais seguro. A hora de dormir também deve ter os seus rituais rotineiros. Ex: Saber que no fim do banho ele brincará livremente antes de ser retirado da água, saber que você conversará com ele ao vesti-lo, que depois disso irá mamar e que depois de uma cantiga irá dormir.

Nada de deixá-lo chorar para que se acalme sozinho. Ele terá uma forte sensação de abandono.

Esses rituais e a rotina acalmam a ansiedade da criança e ela vai adquirindo a noção do tempo, a noção do depois e da antecipação dos fatos.  Isso gera segurança e confiança.

Conforme o seu filho vai crescendo, você terá de ir modificando a rotina dele. Deixando de fazer alguns rituais, alterando alguns horários, para que ele possa se desenvolver de acordo com as necessidades da nova etapa de desenvolvimento em que ele se encontra. Já me disseram que filho é igual videogame: Cada etapa que você vence, vem uma mais difícil. Rsrsrs…

Ajuda muito criar rotinas combinadas com a criança. A hora do banho, da TV, da lição de casa, de dormir, de comer, pois para tudo a criança cria uma briga. Tendo os horários discutidos com ela, você poderá dizer-lhe que “Combinados devem ser cumpridos”. Mães falam muito! Fale menos e movimente-se mais. O movimento é sempre a expressão de uma existência. E rotina deve ter movimento.


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18/set/2021

Durante a gestação ocorre uma série de alterações metabólicas no organismo materno que pode gerar desconforto e preocupação para a mulher que passa por esse lindo e delicado momento de sua vida. A alimentação balanceada, rica em nutrientes e fibras, exerce importante papel na saúde da mulher e do bebê em formação.

O que são alimentos integrais?

Alimentos integrais são cereais (trigo, arroz, aveia, centeio, cevada, quinua, amaranto, painço e milho) ou alimentos feitos a partir desses grãos utilizados em sua forma íntegra, ou seja, com preservação da casca, também conhecida como farelo, do endosperma, a parte central e mais abundante do grão, além do gérmen.

Os cereais integrais são ricos em vitamina E, vitaminas do complexo B e minerais como o selênio, zinco, cobre, ferro, magnésio e fósforo. Também são ricos em carboidratos complexos e fibras. No farelo há grande concentração de fibras, enquanto no endosperma estão concentrados os carboidratos, importantes para o fornecimento de energia para o organismo. O gérmen possui alta quantidade de minerais, vitaminas e fitoquímicos.

O que diferencia os alimentos refinados dos integrais é que, durante o processo de moagem e refinamento, há perda do farelo e do gérmen, permanecendo apenas o endosperma. Como consequência há grande perda de nutrientes e fibras.

Quais os benefícios dos alimentos integrais para as gestantes?

Uma das grandes queixas da maioria das grávidas é a constipação intestinal. Tem intestino preso quem apresenta dois ou mais dos seguintes sintomas: ritmo intestinal com menos de três evacuações por semana, sensação de dificuldade para evacuar, fezes pequenas e endurecidas e sensação de evacuação incompleta.

Uma das explicações para esses sintomas é que durante a gravidez a progesterona reduz a produção de motilina, uma substância produzida pelas células do intestino que atua na motilidade intestinal. Como consequência, o tempo que o bolo alimentar fica no intestino é aumentado, as fezes perdem água e reduzem de volume, contribuindo para a constipação.

O consumo de alimentos integrais contribui para a redução dos sintomas da constipação devido ao seu alto teor de fibras, que aumenta a quantidade de água do bolo alimentar fazendo com que haja aumento de volume e melhoria da passagem pelo intestino.

Outro grande benefício dos alimentos integrais diz respeito à absorção mais lenta de carboidratos. A gestação é um estado em que a quantidade de insulina, hormônio que atua na entrada da glicose do sangue para a célula, está naturalmente mais alta, caracterizado por uma diminuição da sensibilidade deste hormônio, parcialmente explicada pela presença de hormônios diabetogênicos, tais como a progesterona, o cortisol, a prolactina e o hormônio lactogênico placentário. As taxas de açúcar do sangue, quando em jejum, tendem a ser mais baixas na gestante, contudo, os valores após as refeições são mais altos.

Evidências experimentais têm demonstrado que a ingestão de fibras, presentes nos alimentos integrais, diminui a absorção de glicose, beneficiando diretamente a glicemia após as refeições. Com uma absorção de glicose mais lenta, o organismo dá conta de produzir quantidade necessária de insulina para que o açúcar seja absorvido corretamente.

O controle do ganho de peso também pode sofrer influência positiva dos alimentos integrais. As refeições ricas em fibras estão ligadas ao esvaziamento do estômago mais lento, o que promove saciedade mais prolongada. Além disso, alimentos integrais são mais volumosos e contém menor teor de calorias por grama, quando comparado ao alimento refinado, o que limita a ingestão energética.

O bebê também ganha com consumo de alimentos integrais.

Quando falamos de alimentos integrais, as fibras ganham destaque devido as suas inúmeras funções benéficas para o organismo, mas não podemos nos esquecer que grãos integrais são muito mais do que fibras.

A grande variedade de vitaminas e minerais presentes nos alimentos integrais garante maior aporte de nutrientes para o bebê, permitindo que a gravidez flua na sua integralidade e que o bebê em formação se desenvolva plenamente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Chandalia M. Dietary treatment of Diabetes Mellitus. New Engl. J. Med., v.342, p.1392-1398, 2000. 

Freitas ES, Dal Bosco SM, Sippel CA, Lazzaretti RK. Recomendações nutricionais na gestação Revista Destaques Acadêmicos, Ano 2, N. 3, 2010 – CCBS/UNIVATES.

Maganha CA, Vanni DGBS, Bernanrdini MA, Zugaib M. Tratamento do diabetes melito gestacional. Rev Assoc Med Bras; 49(3): 330-4, 2003.

Melo ASO, AssunçãoPL, Gondim SSR, Carvalho DFC, Amorim MMR, Benicio MHA, Cardoso MAA.Estado nutricional materno, ganho de peso gestacional e peso ao nascer.Rev. bras. epidemiol. vol.10 no.2. São Paulo June, 2007.

Mira GS; Graf H; Cândido LMB. Visão retrospectiva em fibras alimentares com ênfase em beta-glucanas no tratamento do diabetes. Braz. J. Pharm. Sci. vol.45 no.1 São Paulo Jan./Mar, 2009.

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18/set/2021

Engasgo que pode levar à asfixia é um importante problema de saúde pública que preocupa a maioria dos pais. Riscos de asfixia são principalmente associados a alimentos (cerca de 60% dos casos), moedas e brinquedos.

Crianças menores de 3 anos merecem atenção especial quanto aos alimentos a que são expostas, uma vez que essa é a faixa etária com maior probabilidade de engasgo.

Por que crianças pequenas estão mais suscetíveis a engasgos?

As crianças são dotadas de reflexos naturais involuntários que as protegem contra a aspiração de alimentos durante a deglutição. Tosse, fechamento da glote e reflexo de vômito são exemplos dessa defesa natural.

Por volta dos 6 meses de idade os primeiros dentes, os incisivos, começam a aparecer e até cerca de 18 meses os primeiros molares, responsáveis pela mastigação e moagem dos alimentos, já nasceram.

Apesar de todo preparo natural as crianças são mais suscetíveis a engasgos do que os adultos porque há algumas limitações que as tornam mais vulneráveis. A força do ar gerado pela tosse de uma criança é menor do que a força exercida por um adulto, fazendo com que esse reflexo seja menos eficaz para desalojar uma obstrução parcial das vias aéreas. Outro aspecto diz respeito à maturidade do processo de mastigação e deglutição: embora os dentes já estejam presentes, as habilidades mastigatórias maduras levam mais tempo para estarem plenamente desenvolvidas.

Se somarmos esses aspectos ao reduzido diâmetro das vias aéreas superiores dos pequenos, entendemos melhor porque as crianças tem risco aumentado para engasgos e asfixia.

Fatores comportamentais também podem aumentar o risco. Altos níveis de atividade durante o ato de comer como caminhar ou correr, conversar, rir ou comer rapidamente e ainda brincar de jogar uma comida no ar e pegá-la com a boca ou encher muito a boca com alimentos aumentam as possibilidade de obstrução das vias aéreas.

Quais alimentos são mais perigosos?

Alimentos com formatos ovalados, arredondados ou cilíndricos são os campeões para o risco de asfixia por apresentarem o mesmo diâmetro das vias aéreas superiores de uma criança.

Alimentos duros que exigem maior trituração e moagem também são mais perigosos devido a pouca capacidade de mastigação plena dos pequenos. Alimentos pastosos e pegajosos, com capacidade de “colarem” nas paredes da garganta também podem obstruir as vias aéreas e reduzir a passagem de ar.

Dessa forma, os adultos devem ter muito cuidado ao oferecer alimentos que se encaixam nessas categorias:

– Salsichas e linguiças;

– Amendoins, sementes, nozes e outras castanhas;

– Pipoca, principalmente as mal estouradas;

– Quantidade grande de pasta de amendoim, cream cheese;

– Balas e chicletes;

– Pedaços grandes de carnes e queijos duros;

– Marshmallows,;

– Salgadinhos (principalmente duros como a batata-frita e similares).

E especialmente para os menores de 2 anos, além dos alimentos acima, atenção especial aos abaixo listados:

– Uvas inteiras, uvas passas;

– Casca de fruta e frutas duras cruas (como a maçã e a pêra verde);

– Vegetais duros crus e verduras cruas;

– Alimentos em forma de cordão (exemplo: broto de feijão, espaguete, verduras cortadas em tiras como repolho ou couve).

Como dentre os perigosos há alimentos nutritivos e recomendados para a faixa etária basta um cuidado especial na forma de apresentação para que não haja risco de engasgo. Uvas cortadas na longitudinal (no sentido do comprimento), vegetais duros, como cenouras, cortadas em palitos (no formato de batata frita) e picar bem alimentos na forma de cordão são alternativas para que não haja exclusão de alimentos nutritivos, mas sem surpresas durante a refeição.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

American Academy of Pediatrics. “Policy statement–prevention of choking among children.” Pediatrics 125.3 (2010): 601-607.

Harris CS, Baker SP, Smith GA, Harris RM. Childhood asphyxiation by food: a national analysis and overview. JAMA. 1984; 251(17): 2231–2235

Qureshi S, Mink R. Aspiration of fruit gel snacks. Pediatrics. 2003; 111(3):687– 689

Rimell FL, Thome A Jr, Stool S, et al. Characteristics of objects that cause choking in children. JAMA. 1995; 274(22):1763–1766.




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